Fissuras, Trincas e Rachaduras: qual a diferença e por que você não pode ignorar?
- pedro8477
- há 3 dias
- 2 min de leitura

Se você já reparou em uma fenda na parede ou no teto da sua edificação e ficou sem saber se era algo sério ou não, saiba que essa dúvida é muito comum. Fissuras, trincas e rachaduras são as manifestações patológicas mais frequentes nas construções — e também as mais mal interpretadas.
Neste post, explico de forma clara e objetiva o que diferencia cada uma delas e por que o diagnóstico técnico é indispensável.
A classificação pela abertura da fenda
A diferença entre fissura, trinca e rachadura é técnica e se baseia na largura da abertura:
• Fissura — abertura de até 0,5 mm. Geralmente sem comprometimento estrutural imediato, mas que merece monitoramento.
• Trinca — abertura entre 0,5 mm e 1,0 mm. Um sinal de alerta que exige atenção e avaliação técnica.
• Rachadura — abertura acima de 1,0 mm. Pode indicar problema estrutural grave e requer intervenção imediata.
O tamanho não é tudo — a causa é o que define a gravidade
Uma fissura em uma viga de concreto armado pode ser muito mais preocupante do que uma rachadura em um revestimento de parede. A localização, o padrão e a evolução da fenda são tão importantes quanto a medida.
As causas mais comuns são:
• Recalque de fundações — movimentação desigual do solo sob a edificação
• Movimentação térmica — dilatação e contração dos materiais com a variação de temperatura
• Retração do concreto — processo de cura mal controlado na execução
• Sobrecarga — uso da edificação acima do previsto em projeto
• Falhas de projeto ou execução — erros que comprometem a integridade desde a construção
• Corrosão das armaduras — a ferrugem expande o aço e rompe o concreto por dentro
Tampar sem diagnosticar é adiar o problema, não resolvê-lo
O erro mais comum — e mais caro — é cobrir a manifestação com massa corrida ou pintura nova sem investigar a origem. O problema continua evoluindo silenciosamente e, quando reaparece, costuma ser maior, mais grave e muito mais oneroso de corrigir.
O caminho correto envolve diagnóstico técnico para identificar a causa raiz, laudo com as recomendações de intervenção adequadas e execução do tratamento por profissional habilitado.
Identificou alguma dessas manifestações na sua edificação? Não ignore.
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Pedro Mayer — Engenheiro Civil | Perito Judicial TJ-SP (42252) | CREA SP 5071103759
EPM Engenharia — Engenharia Diagnóstica, Legal e Consultiva
📱 (11) 91764-0118


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